Aquilo que me inspira, levo para casa.




19.9.13

Nós

Quando há uns anos te vi, através de uma janela, era somente um eu que pressente um nós.  Hoje existe um nós que conta uma história. Um relato que transcende o tempo que ocupa. Um nós que é permeável à exuberância da vida. Um nós que jamais se cansa.   

12.9.13

Quando foi a ultima vez que te apaixonaste por um local?

Chegar. 
Contemplar. 
Olhar. 
Inspirar. 
Apaixonar. 
Memorizar. 
Absorver. 
Comover. 
Relembrar. 
Escrever.



6.9.13

Gosto de pontes porque me dão muito mar.

Gosto de auto-estradas porque me dão muito céu.


Nem a propósito hoje encontrei isto.



4.9.13

De volta aos básicos.

Tenho a sensação que durante a vida não nos ensinam a apreciar devidamente a natureza e todas as coisas que se posicionam à nossa volta. São matérias esquecidas nas escolas em prol de currículos repletos de outros temas que enchem a nossa massa cinzenta mas que se esquecem de a afagar.  Gosto cada vez mais de voltar aos básicos, ao mar, à terra, ao sol, ao verde, ao azul, aqueles elementos que quase nos esquecemos de não os esquecer porque a sua presença, demasiado assídua, nos faz quase já não notar a sua presença.

Ontem, a caminho de casa, parei para ver o pôr-do-sol. Já vivi milhares de pores-do-sol. Todos os dias de qualquer vida são presenteados com um. Por isso é tão fácil nem dar por eles, remetendo-os para os acontecimentos banais do quotidiano sem passarem pela lista que verdadeiramente os merece, a dos acontecimentos-extraordinários-que-merecem-contemplação-assídua.


Para mim, foi o melhor momento do dia de ontem. 

29.8.13

Palavras livres

Não sei desde quando sou assim. Provavelmente desde sempre. Mas acho que não. Acho que me tornei. Ou que aprofundei. É isso. Não sei desde quando aprofundei esta minha forma de ver. O mundo. Tudo. Com a avidez que tudo me parece merecer. Com o enlevo que lhes dou. Ah, o mundo. A vida. Os outros. As coisas. Os sentimentos. As sensações. Todos os dias faço por me encantar. Por me deixar inspirar. Por conhecer. Saber. Ver. Ver muito. Olhar. Absorver. Quase sempre consigo. Há vezes que não. Ah, a frustração. Mas renovo as forças. Sempre. Não paro. Há tanto para ver. Tanto para ler. Tanto para conhecer. Não chegarei para tudo. Não tenho olhos. Ouvidos. Sentidos. Para tal. Quero abraçar. Não tenho braços. Mas tenho a vontade. E isso é tanto. É tudo. Enquanto a tiver estarei segura. Guardarei comigo o mundo.


28.8.13

Arte

Nas minhas férias ainda fui a tempo de ir ver a exposição da Joana Vasconcelos ao Palácio Nacional da Ajuda. Já conhecia algumas das peças da obra da artista portuguesa mas voltei-me a encantar com o seu trabalho. O Palácio é um facilitador de qualquer exposição mas a qualidade do trabalho e a criatividade da autora fazem-se bem notar.

É tão bom saber que a arte em Portugal está em boas mãos e não me cinjo obviamente à Joana Vasconcelos sendo que o seu reconhecimento internacional servirá para mostrar que em Portugal há muito mar, incluindo de talento.

As fotos são minhas, roubadas à pressa para um registo que fica aquém do real. Mais abaixo um link para outras fotos tiradas por profissionais.









Mais fotos aqui.

knocking on freud's door

É engraçado imaginar que em vez da objectiva de uma máquina é o olhar de Freud que me observa por detrás da sua porta.