O Sol é só um embora pareçam vários, como uma irmandade. A sua beleza, quer quando nasce, quer quando se põe é sempre digna de contemplação e de registo. Vê-lo a mergulhar nas águas, a desaparecer por detrás de uma montanha ou simplesmente, não o vendo, imaginar o seu subtil apagar, é algo apaziguador. Se pudesse registava todos os pores-do-sol que me coubesse em sorte presenciar nos vários pontos do mundo. Se conseguisse despedia-me dele todos os dias com a solenidade que o momento merece.
Nas imagens abaixo, deixo por aqui o retrato do primeiro pôr-do-sol que pude presenciar mais a oriente, o que faz dele uma estreia em termos de ponto cardeal. Vi-o a desaparecer segundo a segundo e as diferentes tonalidades que a água e o areal souberam guardar, eu também cuidadosamente as embrulhei na minha memória. O que a câmara fotografa é sempre muito pouco daquilo que a realidade exibe.
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